Novo projeto e ainda mais expectativas para a temporada 2018

Fábio Fogaça é o caçula da Copa Truck, mas seu histórico já lhe garante bagagem suficiente para comandar uma equipe. Aliás, esse é o novo projeto do sorocabano de apenas 26 anos, que finaliza a temporada 2017 no dia 17 de dezembro em Interlagos cumprindo dupla jornada: a de piloto e a de chefe da equipe Fábio Fogaça Motorsport.

Fabinho, como é mais conhecido, é filho de Djalma Fogaça, o “Monstro”, dono de longa carreira no automobilismo. “Sempre tive vontade de ter a minha equipe, comandar uma ou até mesmo assumir o controle da equipe do meu pai. Comecei a trabalhar nos caminhões de corrida há uns três, quatro anos na equipe dele e nos finais de semana ia acompanhar tudo de perto. Fazia parte de rádio, de acerto de suspensão, e com o passar dos anos fui aprendendo eletrônica, que hoje é um diferencial e está diretamente ligada ao funcionamento do motor, ganho de performance, excesso de fumaça. Isso é muito importante na categoria e a gente tem que conter pelo regulamento”, contou Fábio.

Ele aproveitou a oportunidade de montar um caminhão para a Copa Truck e, depois de conversar com o pai, decidiu colocá-lo no grid. Tudo já estava pronto para a Copa Nordeste, mas não foi possível acertar um piloto para correr em Caruaru e Fortaleza. Na etapa gaúcha, em Tarumã, ele mesmo assumiu o cockpit do bruto de número 27.

“Fui realmente para observar todos os detalhes. Tarumã é uma pista que não aceita erro, então era levar o truck inteiro para casa e também colher as informações que eu precisava para Interlagos. Em São Paulo vou como piloto. Fizemos algumas atualizações, mas ainda está muito longe do que pretendo para 2018. Nosso foco é 99% no ano que vem. No entanto, se surgir uma proposta boa, saio da boleia e vou para o rádio novamente. É um trabalho que gosto de fazer”.

Fábio não descarta a possibilidade de continuar desempenhando a dupla função. “Ainda não temos uma definição. Estamos focados em 2018 e precisamos acertar todos os detalhes. Mas nossa expectativa é bastante alta”, finalizou.