Velocidade não tem idade e Renato Martins está aí para provar isso. No dia em que completou 60 anos de idade, um dos maiores pilotos de caminhões de todos os tempos conquistou a última vaga para a Grande Final com uma vitória na última prova de Curvelo, garantindo o vice-campeonato da Copa Sudeste.

Esse feito mostra um pouco da principal arma de Renato nesta temporada: a experiência em saber esperar e o oportunismo para aproveitar sempre as melhores oportunidades. Foi assim que ele conquistou outros três pódios na temporada e a chance de poder vencer o campeonato. Algo que ele tem plena consciência que será difícil.

“Claro que expectativa sempre é ganhar e fazer o melhor de mim”

“Em Curitiba não vai depender de mim, vai depender dos outros, mas vou fazer o que venho feito neste ano que é somar o máximo de pontos possível”, comenta. “Claro que expectativa sempre é ganhar e fazer o melhor de mim”, ressalta o piloto da Volkswagen, que está com 110 pontos na briga pelo título, contra 128 do líder André Marques.

“A diferença é grande para os outros pois tive um ano conturbado, deixando de correr em uma etapa, trocando de caminhão na outra, mas está bom. Poderia ter tido mais pontos pois na Argentina eu troquei pneus entre as corridas e perdi a chance de estar na briga”, conta Renato, que começou o ano de MAN, mas assumiu o VW que era de Rogerio Castro, dando espaço para Djalma Fogaça na equipe.

O que Renato Martins fez na pista em 2018:

1 vitória
– Curvelo 2

3 presenças no Top Qualifying
– Interlagos
– Campo Grande
– Buenos Aires

4 pódios
– Cascavel 2
– Guaporé 2
– Interlagos 2
– Rivera 2