Roberval: “Pra falar a verdade, a frustração ainda não passou.”

Um dos principais nomes da Copa Truck, Roberval Andrade vive o que pode ser a pior fase de sua carreira nos caminhões – e nada disso é culpa dele, o que frustra ainda mais o piloto do Corinthians e da Scania. Dias depois da etapa de Guaporé, ele confessa que ainda segue bem triste.

“Pra te falar a verdade, essa frustração ainda não passou.”

E ele tem razão nessa chateação: em quatro corridas, ele somou uma pole e um P3 no grid, mas, das 67 voltas disputadas no total das etapas de Cascavel e Goiânia, Roberval deu apenas seis voltas. E isso não corresponde nem a dez por cento do total. Para um cara como Roberval, isso não é nada legal.

 

“Pra te falar a verdade, essa frustração ainda não passou. Imagine você fazer a pole em uma dificuldade absurda, ficar com o gostinho na boca de acelerar para ganhar a corrida, entrar no campeonato e, no fim, nem conseguir largar.”

“Pretendo fazer mudanças técnicas para Interlagos.”

“É muito frustrante e nos faz refletir sobre várias coisas – até sobre a vida. Sobre querer e não poder, saca? Mas o esporte é assim. Vou levantar a cabeça e aproveitar essa alavanca negativa para tomar impulso e fazê-la se tornar positiva.”

“A gente fica decepcionado. Estive nas quatro corridas e não participei de praticamente nenhuma. Decepcionou bastante marcar o terceiro tempo em Cascavel, a pole em Guaporé e dar apenas seis voltas no total dessas quatro. Só que não desistirei de lugar e meu currículo diz isso. Vou para Interlagos, a pista que mais venci de caminhões e a que sempre sonhei correr como se estivesse atrás de minha primeira vitória. Motivação total, que nem o Corinthians”

“Vou para Interlagos como se estivesse atrás de minha primeira vitória.”

“Pretendo fazer mudanças técnicas. Pretendo trocar a injeção pela original pois isso pode estar causando falta de equilibrio e gerando as quebras que tive em todas as corridas. Vou com um motor novo e buscando ajuda com a Scania para comprar mais peças com o propósito de resolver esses problemas. Tomara que a gente consiga para fazer bonito diante da torcida do Timão.”

Veja abaixo os melhores momentos da etapa de Guaporé

De última hora, Bana encarou aventura em Guaporé

Foi um desafio literal para Duda Bana a etapa de Guaporé da Copa Truck. Foi como uma chamada da Sessão da Tarde: três dias de muitas aventuras a bordo do Volvo da equipe Maistro.

A decisão de participar se deu aos 45 do segundo tempo, após o próprio paranaense ter perdido as esperanças de competir ao não ter concretizado um apoio para a etapa de abertura, em Cascavel. No entanto, para Guaporé, pintou a grana e o piloto se mandou para a Serra Gaúcha.

“Eu cheguei até a descartar minha participação antes de Cascavel, mas entre aquela etapa e Guaporé surgiu um patrocínio que fechou a minha conta. Aí chamei o [João] Maistro [ex-piloto e dono de equipe] e nós acertamos para correr de Volvo. Foi de última hora, mas o Maistro vem sendo um pai para mim, com muita paciência e explicando tudo. Acho que acertamos nessa parceria”

“Cheguei la sem conhecer Guaporé e o caminhão.”

“Isso sem contar o fato de eu ter sido muito bem recebido novamente pela Copa Truck”, comenta Duda, que no ano passado competiu como parceiro de Luiz Lührs na Scania – equipamento, aliás, muito diferente do Volvo na percepção do piloto paranaense.

A grande festa da Copa Truck em Guaporé na 2ª etapa da temporada 2018.

Em uma pista igualmente inédita e com a inconstância do tempo, o Bana teve realmente um enorme desafio. “Cheguei la sem conhecer tanto Guaporé quanto o caminhão. Era bem diferente do Scania bicudo. Aí demorei um pouco pra adaptar”, relata o competidor do caminhão #47.

“A corrida acabou sendo como um treino para nós.”

“Na sexta tivemos problemas elétricos numa chave e perdi os treinos. Fomos direto pro classificatório na chuva. Neste caso, achei o caminhão bom na chuva e classificamos em um bom P13. Mas aí fomos direto pra corrida sem conhecer o comportamento no seco, pois tinha andado muito pouco nessas condições e corrida serviu como um treino. Vamos preparados pra SP para termos um resultado melhor.”

Veja abaixo os melhores momentos da etapa de Guaporé

Castro celebra bom ritmo, apesar de quebra em Guaporé

A primeira temporada completa de Rogério Castro vem apresentando bons resultados pessoais ao piloto de Goiás. Competindo com o Volkswagen #30, Rogério se viu disputando posição com o experiente piloto, companheiro de equipe e chefe Renato Martins pela pole position da corrida 2.

“Se eu tivesse segurado o patrão mais um pouquinho…”

A disputa já valeu um belo aprendizado para Rogério, que tentou o máximo que pôde suportar as investidas de Martins na parte final da prova de abertura da etapa, mas a experiência levou a melhor sobre o noviciado e Castro acabou cedendo não só a posição para Martins nas voltas finais, mas também para Régis Boessio, chegando em décimo.

“Por muito pouco eu não largo na pole position na segunda corrida! Se eu tivesse segurado o patrão mais um pouquinho, ou se a corrida tivesse algumas voltas a menos, eu ficaria com a pole, mas não teve jeito, ele estava mais rápido e guia muito bem!”

A animação vista no fim da primeira corrida virou frustração na segunda, quando uma falha mecânica de uma peça recém-trocada na nona volta pelo circuito gaúcho aniquilou suas chances de fechar o fim de semana com dois resultados positivos. Mas nada que deixe Rogério muito chateado, uma vez que a evolução foi clara em relação a Cascavel.

“Na segunda corrida eu tive uma quebra de turbo, o que foi uma pena, pois ele estava zero bala e a gente estava imprimindo um ritmo legal. Mas é isso, corrida tem dessas coisas e infelizmente faz parte. Agora o foco é em Interlagos!”

Veja abaixo os melhores momentos da etapa de Guaporé:

Classificado, Losacco torce para seguir na Copa Truck

Se a Copa Truck teve uma surpresa neste início de temporada, ela veio pelo nome de Giuliano Losacco. Em apenas quatro corridas de caminhão, ele somou uma vitória, um pódio, pontuou em todas e conquistou uma classificação jamais imaginada para a Grande Final em dezembro na pista de Curitiba (PR).

“Eu nem imaginava mesmo. Nem estava pensando nisso, só em não fazer besteira e somar alguns pontos. Eu nem esperava me classificar. Foi muito legal. Superou muito as minhas expectativas. Cumpri meu objetivo de somar o máximo de pontos possível e deu certo. A equipe Dakar Motorsport está de parabéns, pois o caminhão não deu um problema nas quatro corridas”, comenta Losacco, que não esconde o desejo de seguir competindo com os brutos.

“Gostaria de continuar. Eu quero continuar. Os patrocínios que consegui eram só para essas duas corridas. Agora vou trabalhar muito pra continuar. Estou muito contente com a minha equipe e estou torcendo para fazer as próximas copas. Mas no momento a situação ainda é incerta”, reconhece o bicampeão da Stock Car em 2004 e 2005.

“Gostaria de continuar. Eu quero continuar.”

Sobre sua atuação em Guaporé, Losacco admite que o fato de ter largado no fundão tornou mais valiosos o sétimo e segundo lugares conquistados na pista da Serra Gaúcha. “Pela classificação, por ter largado lá atrás, ter sido um sétimo e segundo foi uma vitória pra mim!”, diz o piloto do Iveco #90, que destacou a atuação de Felipe Giaffone, com quem disputou diretamente nas duas corridas.

“Estava muito dificil de ganhar, Felipe tava muito rápido. Na corrida 1 eu nem disputei, deixei ele passar e o segui para subir junto com ele. Não adiantava brigar com ele nas duas corridas e disputar com ele só atrasaria nós dois. Na segunda corrida, logo na largada, ele mergulhou e eu nem pensei em dividir a curva com ele. Vai que erro a freada e a gente vai embora junto. Eu precisava de pontos – e ele também”, descreve Giuliano.

“Cada treino é valioso e preciso de horas de vôo.”

Sobre sua curva de aprendizado, Losacco enfrentou uma situação nova – e, em alguns casos, assustadora: andar na chuva sem dominar direito os freios do Truck. “Ainda tenho que aprender muito. É outro mundo. Cada treino é valioso e preciso de horas de vôo. É tudo diferente. Estou tendo muita dificuldade com o freio ainda. É sensivel, bloqueia fácil, tem um jeito e preciso entender mais. Na chuva, como ele já tava traseiro, ficou mais ainda e aí eu preferi não arriscar, fui na minha tranquilo pois eu precisava de pontos e se eu batesse eu não teria verba para consertar!”

Veja abaixo os melhores momentos da etapa de Guaporé

Fábio Fogaça: frustrado pelo resultado, mas feliz pela atuação em Guaporé

A sinceridade é uma virtude dos Fogaça. Assim como o pai Djalma, Fábio Fogaça não faz muita cera para contar as coisas que acontecem durante uma corrida. Na etapa de Guaporé da Copa Truck, que marcou o fechamento da Copa Sul, Fabinho não escondeu o sentimento misto de alegria e frustração.

“O sentimento na hora da disputa foi muito fera.”

“Foi um daqueles dias que deram nervoso pelo resultado final, mas o sentimento que rolou na hora da disputa foi muito fera”, destaca o piloto da Ford, que ficou em 12º e 13º, respectivamente, nas duas corridas, que, segundo ele, não representam muito como foi o fim de semana.

Emoções da corrida 1 da 2ª etapa da Copa Truck em Guaporé, RS.

“Passei três na primeira volta, vinha muito rápido, mas veio a bandeira vermelha e, por conta do regulamento, voltei para minha posição original de largada… Largamos de novo, vinha bem novamente mas sofri um toque – é duro aceitar ultrapassagem por fora, mesmo! Na segunda, a nave não quis ligar e ficamos no box”, resume.

“A coisa só desandou do nada após a classificação.”

Apesar do resultado, Fabinho viu com bons olhos a etapa gaúcha no geral. “O Truck rendeu muito bem durante todo o fim do semana; a coisa só desandou do nada após a classificação mas tive a certeza de que estamos evoluíndo, pois o motor e o chassi estiveram muito bem na corrida. Parabéns aos mecânicos que trabalharam demais neste fim de semana! Os caras são uns leões!”, completa!

Confira como foram as duas corridas que definiram a Copa Sul no vídeo abaixo:

Mercedes leva Copa Sul entre as marcas por três pontos

A festa foi completa para a Mercedes-Benz em Guaporé na final da Copa Sul. Além de conquistar o título de pilotos com Wellington Cirino, a montadora das três pontas levou também a melhor entre as marcas.

Veja todos os resultados da Copa Sul clicando aqui

 

Mas não foi tão fácil assim: a disputa terminou com apenas três pontos separandos a Mercedes e a Volks/MAN, vice-campeã da Copa Sul. Não muito distante apareceu a Iveco, com 115, mostrando o alto nível de competitividade que marcou as quatro primeiras corridas do ano.

Confira como terminou a Copa Sul entre as marcas:

 

1. Mercedes-Benz, 127 pontos
2. Volks/MAN, 124
3. Iveco, 115
4. Volvo, 48
5. Ford, 18
6. Scania, 0

Veja abaixo um resumo da segunda etapa:

Giaffone lamenta erro que o tirou da briga por vaga na Grande Final

Campeão das Copas, Felipe Giaffone bateu na trave em Guaporé no que diz respeito à classificação para a Grande Final da Copa Truck. O piloto da Volkswagem terminou em quarto na Copa Sul, apenas cinco pontos atrás de André Marques, mas a situação poderia ter sido um pouco diferente se não tivesse rolado, em suas próprias palavras, uma “burrada” na corrida 1.

“O Truck estava bom, pena a queima do radar.”

Na liderança da prova após largar em terceiro, ser beneficiado pela quebra de Roberval Andrade e ultrapassar Wellington Cirino, Giaffone exagerou na “faca nos dentes” e queimou o radar a 161 km/h, 1 km/h a mais do que o permitido. A punição, um drive-through pelos boxes, fez o ex-piloto da Fórmula Indy buscar uma recuperação de emergência, ficando em sexto lugar.

No fim das contas, os oito pontos de diferença de uma possível vitória para o sexto lugar sacramentaram sua não classificação para a final, uma vez que a desvantagem final para André Marques, que levou o Troféu de Bronze, foi de cinco pontos. Isso sem contar a quebra na segunda corrida de Cascavel onde ele não pôde nem largar por conta de um câmbio quebrado.

“A largada foi tensa: saí em terceiro e tomei uma espremida na largada do Cirino; aí tentei pelo outro lado mas não deu. Depois, acabei fazendo uma grande burrada ao queimar o radar a 161 km/h e fui lá para trás. Recuperei algumas posições, mas tive uns pegas legais com o Losacco, com o GG, pelo sexto, sétimo lugares”, descreve Felipe.

“Uma vez na frente, consegui administrar.”

“Em seguida, na segunda corrida eu larguei em terceiro também, com o Losacco em primeiro e o Renato Martins em segundo. Consegui pular para primeiro em uma boa largada por fora. Uma vez na frente, consegui administrar. O caminhão estava bom, pena a queima do radar na primeira corrida”, completa Giaffone, que terá outra chance para se garantir na Grande Final com a Copa Sudeste, que se inicia no dia 27 em São Paulo.

Veja abaixo um resumo da segunda etapa:

André Marques: felicidade tripla em Guaporé

André Marques teve três grandes motivos para comemorar ao fim da etapa de Guaporé da Copa Truck: o primeiro o fato de ter escapado apenas com alguns incômodos do grande acidente nos treinos de sexta-feira.

O segundo motivo foi a sua classificação para a Grande Final com o terceiro lugar e o Troféu de Bronze na Copa Sul; por fim, em terceiro lugar, o título de seu companheiro de equipe, Wellington Cirino, com direito a vitória em uma das duas corridas.

“A equipe toda está de parabéns pelo trabalho que vem sendo feito desde o início do ano passado”, comenta o piloto do caminhão 77 e chefe da equipe AM Motorsport. Ao fim da Copa Sul, foram duas vitórias e seis pódios para o time, que somou 127 pontos em quatro corridas.

“Este era o nosso objetivo para este início de ano.”

“Este era o nosso objetivo para este início de ano – já estar na Grande Final. Só posso agradecer ao pessoal da equipe, da Mercedes-Benz, da Cerveja Império, da minha família e à Deus por este resultado”, completa André, que teve como pior resultado um quinto lugar – uma prova do grande momento vivido por ele.

Confira abaixo um resumo das duas corridas que definiram a Copa Sul:

Na base do esforço, Djalma confessa ter corrido com as costelas trincadas

A fase não é das melhores, mas o foco em busca de um objetivo a médio prazo na Copa Truck segue firme na mente de Djalma Fogaça. O Monstro sofreu em Guaporé com um acidente, que destruiu seu diferencial, e um tombo não planejado, responsável por um trincamento em suas costelas. Veja o acidente no vídeo abaixo, que se encontra aos 56min38s minutos de transmissão.

Treino Classificatório

Posted by Copa Truck on Saturday, April 14, 2018

 

O diferencial foi trocado a tempo da largada pela equipe Braubier DF Motorsport com excelência, mas as costelas de Djalma não puderam receber reparos; em suas redes sociais, o piloto do #72 revelou que se esforçou para competir em respeito aos milhares de fãs que enfrentaram chuva e frio no fim de semana para ver os brutos.

“Em 30 minutos de classificação tudo se acabou.”

“Em um erro meu bati a minha nave no classificatório, danificando muito o chassi. Para piorar, fui descer do Truck, pisei em falso e caí feio, luxando umas costelas. Estou a base de injeção e remédios desde então.”, relata Djalma. “Foi uma pena, nossa equipe estava bem aqui, com tudo organizadinho e os Trucks certinhos; dentro de nossas limitações não tivemos um problema sequer nos treinos e em 30 min de classificação tudo se acabou”, comenta o piloto, que enalteceu o trabalho de seus mecânicos, que já tinham uma enorme lista de tarefas antes do acidente na classificação.

“A equipe passou a noite em claro, pois ainda precisávamos trocar um motor do Fabinho que quebrou logo na segunda volta do treino. A gente sabia que nossas chances seriam mínimas, mas fizemos de tudo para pelo menos participar da prova em respeito a categoria, nossos parceiros e público que está na arquibancada”, completa Djalma, que agora tem a chance de começar tudo de novo com o início da Copa Sudeste, no dia 27 de maio, em Interlagos.

Veja um resumo das corridas que definiram a Copa Sul:

“Temos que trabalhar ainda mais na próxima Copa”, diz o campeão Cirino

Quem é rei nunca perde a majestade. Maior vencedor de corridas de caminhões do Brasil, Wellington Cirino conquistou o título da Copa Sul – a primeira das quatro copas que definirão os finalistas para a Grande Final da Copa Truck – em Guaporé.

Assim como na primeira etapa, em Cascavel, Cirino teve como principal adversário o campeão das copas Felipe Giaffone. Porém, se o câmbio traiu Giaffone em Cascavel, desta vez o excesso de velocidade no radar puniu o paulista e favoreceu Cirino, que venceu e botou a mão na taça. Na corrida seguinte, o paranaense jogou com o regulamento embaixo do braço, foi o sexto e garantiu tanto o Trofeu de Ouro quanto a vaga para a finalíssima de dezembro.

“Hoje tivemos uma disputa muito dura, mas extremamente limpa. Vamos comemorar esse título. Tudo aconteceu como o planejado. Nós buscamos ir muito bem na primeira corrida, para na segunda focar apenas no que precisaríamos fazer para ser campeão e deu certo”, comentou Cirino.

“Vamos celebrar o título. Tudo foi como o planejado.”

Mesmo garantido na Grande Final, o piloto da Mercedes acredita que não pode relaxar. “Temos que trabalhar ainda mais na próxima copa. Nosso motor precisa ser melhorado. O chassi é muito bem construído e o caminhão é muito bom. Hoje na segunda prova eu cuidei muito do equipamento e pudemos ter uma leitura completa, para que daqui pra frente o caminhão seja aperfeiçoado”, acrescentou.

Confira um resumo das duas corridas que definiram a Copa Sul no vídeo abaixo: