Aos 25 anos, Fábio Fogaça tem tudo para construir uma bela e longa carreira na Copa Truck. Campeão da Stock Car Junior em 2009, o sorocabano faz sua temporada de estreia nos caminhões e já tem mostrado a que veio. Oitavo colocado na Copa-Centro Oeste, o filho de Djalma Fogaça só não correu a etapa de Caruaru, no Nordeste. Mas não pense que ele teve folga.

Fabinho, como é chamado, acumula também a função de chefe de equipe na DF Motorsport. “É algo que me agrada, no qual venho me aprimorando e crescendo. Já identificamos muitos pontos onde – e como – deveremos evoluir para a próxima temporada e tenho certeza de que estaremos ainda mais fortes”, diz.

E justifica: “É diferente do que eu estava acostumado, depois de três anos na Stock Car, e uma parte que tem sido muito boa é saber o que eu tenho de equipamento, algo que eu nunca havia tido na minha carreira: eu trabalho na preparação do meu truck, na parte eletrônica dos motores tem sido muito valioso inclusive para a minha pilotagem. É um trabalho a mais, mas ao mesmo tempo representa uma preocupação a menos – então eu tenho a exata noção do material de que disponho e aonde posso chegar”.

Fogaça destaca o prazer em fazer parte da Copa Truck, especialmente por poder trabalhar com liberdade no próprio equipamento e, principalmente, em medir a evolução de seu desempenho ao ter o próprio pai como padrão e medida de comparação.

“Para mim tem sido bastante prazeroso correr na Copa Truck. Guiar com o meu pai é diferente. Embora estejamos extremamente concentrados na pilotagem, não tem como não pensar em como está meu pai na pista. Tenho certeza que ele pensa do mesmo jeito. É algo raro no automobilismo, porque quando se veste o capacete e fecha a viseira o piloto quer ultrapassar, quer ser o mais rápido. Isso tem fortalecido o nosso companheirismo – por isso é muito bom”, explica.

Na final da Copa Nordeste, em Fortaleza, a dupla pai-e-filho até ensaiou uma disputa na pista. “Chegamos a andar perto um do outro por três voltas em que pude colocar um pouco de pressão em cima dele, que é uma referência na pilotagem dos trucks com motores de nove litros. Fico contente porque pude ver, naquelas três voltas, que eu estava acompanhando o ritmo dele”, finalizou.